Museu do amanhã no Rio de Janeiro recebe prêmio por construção mais inovadora

Museu do amanhã no Rio de Janeiro recebe prêmio por construção mais inovadora

No último dia 16, a construção do Museu do Amanhã, RJ, recebeu o prêmio internacional Mipim (Mercado Internacional dos Profissionais Imobiliários), na categoria Construção Verde mais Inovadora.  

Todo os anos, o prêmio seleciona os projetos imobiliários mais importantes já construídos no mundo. Este ano a premiação aconteceu numa cerimônia em Cannes, na França. Ao receber o prêmio de construção verde mais inovadora, o Museu do Amanhã, superou concorrentes do Reino Unido, da Suécia e da Alemanha.

Agora sua janela poderá se tornar um painel solar

Agora sua janela poderá se tornar um painel solar

Na Universidade Estadual de Michigan, uma equipe de pesquisadores desenvolveu tipo de receptor solar, que de maneira acessível e portátil pode resolver problema com custo de energia e popularizar a Energia Solar.

A ‘Janela Solar’ consiste em um dispositivo transparente capaz de captar luz solar e transformá-la em energia útil. O Concentrador Solar Luminescente Transparente pode ser utilizado em edifícios e até mesmo em aparelhos celulares.

O dispositivo ainda não foi finalizado, e não é comercializado, ainda passa por um período de testes e melhorias na eficiência de conversão de energia, mas a ideia é promissora e garante futuro.

SENAI qualifica mão de obra para atender demanda crescente por energia solar no Brasil

O Brasil tem 77 milhões de consumidores que podem gerar a sua própria energia, estima a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD). Até 2024, mais de 1,2 milhão de sistemas de geração de energia elétrica residencial devem ser instalados no país, pelos cálculos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para atender esse mercado promissor, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI)  está formando profissionais em São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Distrito Federal e Rio Grande do Norte.

A iniciativa do SENAI faz parte do programa de formação e assessoria técnica prestado pela Cooperação Alemã para o Desenvolvimento, por meio da empresa estatal GIZ , com recursos do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ) da Alemanha. Para o gerente-executivo de relações internacionais do SENAI, Frederico Lamego, a transferência de conhecimento da agência alemã para o SENAI é fundamental porque agrega valor aos novos cursos, aos programas educativos na área de energia solar e ao desenvolvimento de serviços para as empresas brasileiras. “A gente entende que esse é um mercado promissor e a Alemanha é uma das referências no mundo em energia renovável”, destaca Lamego.

Entre 2015 e 2016, o SENAI formou 952 profissionais para trabalhar no mercado de energia solar. Eles aprendem na escola, de acordo com a realidade do dia a dia da prática profissional, com o uso das tecnologias instaladas nos centros de  treinamento. Além de tornar o aprendizado mais dinâmico, os equipamentos permitem às escolas do SENAI venderem o excedente de energia produzida para as concessionárias locais. Isso é possível porque os painéis solares estão conectados à rede elétrica urbana. O telhado é coberto com material cerâmico e metálico, parecido com o que é usado em residências e indústrias.

Para explicar um pouco melhor sobre esse mercado, a GIZ produziu o vídeo “Educação Profissional para Energia Fotovoltaica”. Ele mostra um pouco da profissão de instalador fotovoltaico e também as oportunidades de formação profissional nessa área. Confira: 

Uece inaugura ‘árvore solar’ que carrega 10 bicicletas elétricas

A Universidade Estadual do Ceará (Uece) inaugurou nesta terça-feira (21) uma “árvore solar” formada por painéis capazes de carregar até dez bicicletas elétricas. O equipamento é formado por dez painéis fotovoltaicos postos sobre as palmas de uma palmeira metálica.

As bicicletas serão utilizadas inicialmente pela equipe de segurança do campus Itaperi. A árvore solar é resultado da parceria da UECE, por meio do Mestrado Acadêmico em Ciências Físicas Aplicadas, com a empresa Eco Soluções em Energia, associada à Incubadora de Empresas da UECE (IncubaUECE), que conta com o apoio técnico em arquitetura da Projec.

Em sua fala, o reitor da Uece, Jackson Sampaio, ressaltou que “a Uece nos seus primeiros 21 anos, avançou e consolidou o ensino de graduação, nos últimos 21 anos avançou muito, na extensão, no ensino de pós-graduação e na pesquisa, espera agora que, nos próximos 21 anos, a UECE consolide sua marca na inovação tecnológica, em nossas maiores vocações, que são as tecnologias de informação e comunicação-TIC, biotecnologia e energias renováveis”.

Durante o dia, quando as bicicletas estiverem conectadas à árvore, os painéis carregarão as baterias. Quando as bicicletas estiverem em uso, a árvore repassará a energia para a rede pública, gerando créditos para a Uece utilizar posteriormente. A bicicleta com necessidade de carga à noite usará a energia da concessionária.

A energia acumulada pela incidência do sol nas folhas, detentoras de células fotovoltaicas, também a transforma em um pequeno sistema de iluminação pública, em um corpo decorativo e, ainda, em um ponto de encontro daqueles que frequentam e interagem nos espaços do campus Itaperi, o campus sede da Universidade.

Segundo o pró-reitor de Administração, Carlos Heitor Sales Lima, o uso das dez bicicletas elétricas são exclusivamente, do Núcleo de Segurança do campus Itaperi.

A IncubaUECE continuará participando do projeto, oferecendo assistência para a sua viabilização, pois tem como missão estimular e apoiar empreendedores no processo de geração, consolidação e crescimento de micro, pequenas e médias empresas no Ceará, visando promover o desenvolvimento regional sustentável.

Prestigiaram a solenidade que marcou a inauguração da Árvore Solar, além do reitor, Jackson Sampaio; o secretário da Ciência,Tecnologia e Educação Superior (Secitece), Inácio Arruda, o vice-reitor, Hidelbrando Soares; o pró-reitor de Administração, Carlos Heitor Sales Lima; o pró-reitor de Extensão; Fernando Roberto Silva; o pró-reitor de Planejamento, Fernando Antonio dos Santos; o pró-reitor de Políticas Estudantis; Emerson Mariano da Silva; a chefe de gabinete da Reitoria, Fátima Leitão; o representante do Banco do Nordeste, José Álvares Teixeira; o secretário executivo da Seuma, Adolfo Viana; o representante da Eco Soluções em Energia, João Augusto Paiva; o arquiteto, Geraldo Magela de Moraes; a diretora Administrativa Financeira da Funcap, Paula Lenz Costa Lima; o diretor de Inovação da Funcap, Jorge Barbosa Soares; a presidente da Rede de Incubadoras do Ceará, Maria do Socorro Ribeiro; a coordenadora da Incubadora da Uece, Maria José Barbosa; o idealizador do Projeto, empresário Jonas Becker Paiva; o coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica da Uece, Samuel Façanha; o presidente da Comissão Executiva do Vestibular, Fábio Perdigão; a coordenadora do MACFA, Mona Lisa Moura de Oliveira; o coordenador da Segurança Patrimonial, capitão Danilo Gomes da Silva; o Prefeito do Campus Itaperi, Sérgio Leitão; demais diretores de Centros e Faculdades, professores, assessores, servidores e alunos.

O descerramento da placa de inauguração da Árvore Solar foi feito pelo reitor, professor Jackson Sampaio, ao lado do vice-reitor, Hidelbrando Soares, do titular da Secitece, Inácio Arruda, do idealizador do projeto, Jonas Becker Paiva, do arquiteto,Geraldo Magela, da diretora Administrativa e Financeira da Funcap,Paula Lens, do diretor de Inovação da Funcap, Jorge Barbosa Soares, da coordenadora da Incubadora da Uece, Maria José Barbosa.

Conheça a casa-móvel que produz energia própria!

Autossustentável, essa cápsula usa apenas energia solar e eólica, graças às placas fotovoltaicas e turbinas eólicas instaladas

Já pensou em viajar o mundo sem se preocupar com energia elétrica ou água potável e ainda economizar na hospedagem? Essa casa-móvel, chamada de Ecocapsule, promete tornar o sonho em realidade.

Criada pelo escritório eslovaco Nice Architects, a cápsula é autossustentável. Ela tem 2,6 m² de placas fotovoltaicas e turbinas eólicas de 750 watts instaladas em seu exterior para produzir a própria energia. Além disso, o formato esférico permite que a água da chuva e do orvalho sejam captados, filtrados e armazenados para uso e consumo.

Para garantir que o morador não passe apuros em lugares com pouco sol e vento, a casa tem uma bateria de alta capacidade. O tamanho é outra boa surpresa. Apesar de compacto, o ninho tem cozinha, banheiro (com chuveiro quente e descarga), armário, cama dobrável, uma mesa e abrigar duas pessoas confortavelmente. O transporte pode ser feito por meio de contêiners, navios, aviões ou ser puxado por um carro. E aí, que tal uma nova aventura em um novo país?

ENTREVISTA-Norueguesa Scatec construirá usinas solares no Ceará em parceria com Kroma

SÃO PAULO (Reuters) – A empresa norueguesa de energia solar Scatec vai construir quatro usinas fotovoltaicas no Ceará em parceria com um grupo local, com investimentos estimados em cerca de 600 milhões de reais, disse à Reuters o presidente da Kroma Energia, que é sócia minoritária nos empreendimentos.

Os noruegueses terão uma participação de 80 por cento no complexo de usinas Apodi, que vendeu antecipadamente a produção em um leilão de energia promovido pelo governo federal no final de 2015.

A produção de energia precisa ter início em novembro de 2018, mas as empresas pretendem antecipar essa data. As usinas somarão um total de 120 megawatts em capacidade.

“Estamos trabalhando para antecipar em no mínimo seis meses”, afirmou o presidente da Kroma, Rodrigo Pedroso.

Ele disse que a Kroma, que atua na comercialização de eletricidade e desenvolvimento de projetos de energia, partiu em busca de um sócio para os empreendimentos após vencer a licitação do governo em 2015.

“Participamos do leilão sozinhos, mas quisemos somar com um parceiro com know-how, inclusive na execução (de obras em energia solar)”, disse Pedroso.

O cronograma atual prevê o início da construção das usinas em maio deste ano, e as empresas estão próximas de fechar uma solução de financiamento para o empreendimento.

“Estamos buscando financiamento com o Banco do Nordeste, em conjunto com um financiamento internacional”, afirmou o executivo da Kroma.

Ele também disse que o projeto está em fase final para escolha dos fornecedores de equipamentos, mas não quis dar detalhes porque existem acordos de confidencialidade com as empresas envolvidas nas negociações.

“Estamos com uma short-list, e devemos ter essa decisão até no máximo em abril. Estamos estudando as opções, a preferência é por um fornecedor local, mas nosso prazo é muito curto para a entrega. Estamos avaliando a capacidade de entrega dos fornecedores”, disse.

Com sede em Recife, em Pernambuco, a Kroma atua no mercado livre de energia elétrica, como comercializadora, e como desenvolvedora de projetos de geração para a região Nordeste, como termelétricas e usinas solares.

A geração solar, inclusive, deverá ser o foco da atuação da companhia na área de projetos, segundo Pedroso.

“É a vocação do Nordeste, a energia solar… e estamos entrando nesse mercado de geração com o pé direito, com parceiros fortes, que entendem de execução e do negócio. É uma boa composição”, afirmou.

De acordo com o executivo, a Kroma previa inclusive disputar com mais projetos um leilão que contrataria novas usinas solares e estava agendado para dezembro, mas foi cancelado na última hora pelo governo devido à retração no consumo de eletricidade decorrente da crise.

Ainda assim, a empresa mantém a aposta no mercado solar.

“Não chegou a surpreender muito (o cancelamento do leilão). Todo mundo está acompanhando o que aconteceu com a economia… o Brasil voltando a crescer, vai ter espaço para toda essa energia renovável”, afirmou Pedroso.

A energia solar ainda dá seus primeiros passos no Brasil, onde representa atualmente apenas 0,02 por cento da matriz elétrica.

Nos últimos anos, no entanto, o governo promoveu leilões para contratar usinas fotovoltaicas que poderão adicionar até 3 gigawatts em capacidade, o que representará 2 por cento da atual matriz de geração do país caso os projetos saiam do papel.

 

Energias renováveis. De luz e vento em popa

Desde janeiro de 2017, a energia consumida em todas as sedes da organização educacional Farias Brito – em Fortaleza, Eusébio e Sobral – provém de energia eólica produzida a partir da força dos ventos na Prainha, em Aquiraz.

Conforme o diretor-presidente da organização educacional, Tales de Sá Cavalcante, a priori o recurso permitirá uma “pequena economia” na conta de energia, mas ele garante que o foco é outro. “Alugamos parte de um parque eólico, mas nossa preocupação maior não é financeira, é ecológica. A economia pode vir a longo prazo, mas queríamos mesmo era dar aos nossos alunos um exemplo educacional prático”.

O aluguel do parque permite que a energia renovável seja direcionada para a rede da Enel, que a transforma em créditos em quilowatt-hora (kWh) na conta de luz. Anualmente, será gerada uma média de 4.800.000 kWh, que equivale a menos 3.347 toneladas de CO2 na atmosfera. “Gera mais crédito quando tem mais vento. Em algumas situações pode ser que a gente pague até um pouco mais caro”, emenda Guilherme Ellery, diretor administrativo e de desenvolvimento da Organização. Ele acrescenta que, a partir da análise do consumo médio de cada sede, foi possível fechar um valor fixo mensal no contrato de locação. Porém, não revela números. Com o monitoramento, o objetivo é tornar a distribuição “mais otimizada possível. A gente espera ter cada vez mais know-how pra tentar maximizar esse ganho”.

De olho na sustentabilidade ambiental e econômica, amanhã a marca de moda feminina Via Direta se prepara para acionar 246 placas solares instaladas no estacionamento e na cobertura de sua sede, no bairro Aldeota. Com vida útil de 25 anos, a tecnologia desenvolvida pela fabricante cearense Sunlight demandou mais de R$ 670 mil. Em contrapartida, vai gerar a longo prazo uma economia anual de cerca de R$ 99.850. Conforme o gestor de projetos da marca, Neto Rabelo, “o investimento deve retornar em aproximadamente cinco anos”. Ao todo, são 56 placas no estacionamento e 190 no prédio, que devem abastecer a rede de energia da sede, bem como a loja no bairro Montese.

Para prosperar

Não apenas o vento e a luz do sol produzem energia renovável. A partir de um projeto iniciado em 2016, a Unimed Fortaleza conseguiu reduzir em cerca de 50% os custos com energia elétrica no maior hospital de seu sistema: o Hospital Regional da Unimed (HRU). A primeira medida foi reduzir o fornecimento exclusivo de energia da Enel (mercado cativo), buscando também migrar para o mercado livre, onde outras empresas fornecem energia mais barata e limpa.

A ação foi aliada à instalação de um conversor no HRU, que transforma a energia recebida das operadoras de 220 volts para 12 volts. Após ajuste da voltagem, um conversor alimenta centelhas de LED’s, gerando impacto positivo no consumo. O projeto visa atender áreas de baixa, média e alta criticidade, como halls, corredores, apartamentos, salas de prescrições, áreas externas e outras assistenciais.

Desde 2014, o Grupo M. Dias Branco realiza um relatório de sustentabilidade. Em 2015, obteve entre os principais resultados a migração para o mercado livre de energia em três unidades, resultando em uma economia de 39,25%. Já ações de eficiência energética renderam economia de mais de R$ 1 milhão no período. Consultora e gestora em sustentabilidade, Christie Bechara recomenda que as empresas elaborem relatórios do tipo, pois é por meio deles que é possível “enxergar o que alavancaram em relação aos ganhos com o tema da sustentabilidade e retroalimentar os investimentos”.

Bate-pronto

O POVO – Como a sustentabilidade deve ser encarada dentro das empresas?

Christie Bechara – A sustentabilidade é baseada num tripé econômico, social e ambiental. É preciso investir hoje para se conseguir um resultado efetivo a médio e longo prazo porque requer um novo modelo de negócio que vai envolver gestão, colaboradores e demais partes interessadas. Quando a sustentabilidade vem como desejo do empresário, independente do público que visa atingir, passa como parte da essência e consequentemente isso é visto e vem como resposta do público. Para manter a sustentabilidade do negócio você deve trabalhar para verdadeiramente aplicar conceitos e propósitos no dia a dia e não só para atingir uma propaganda ou ganhar um prêmio.

OP – Como os empresários veem a sustentabilidade no Ceará?

Christie Bechara – Ainda temos um cenário de aposta. Algumas empresas cearenses estão buscando resultados não tão profundamente como um modelo de negócio promissor e sim como uma tendência. O Ceará não está com pioneirismo, mas com os pés nos freios, do tipo “deixa eu ver o que o outro faz”. Se der resultado ou se o público cobrar, aí sim tomam um posicionamento. Estão esperando alguém começar, mas em um modelo de negócio é preciso ter essa vontade. A sustentabilidade não dá resposta rápida.

OP – Por que contratar um profissional de sustentabilidade?

Christie Bechara -As empresas cearenses precisam de um treinamento junto a gestores pra que haja uma compreensão desses resultados e se consiga mensurar esse desempenho. Quem investe numa carreira dessas está preparado para fazer o desempenho da sua empresa dar um salto e neutralizar impactos negativos. As grandes empresas que atuam com sustentabilidade já discutem questões como a migração de povos, veja o nível de maturidade que atingiram. E a gente ainda está pagando pra ver até que ponto vale ter um plano sustentável de negócio. Estamos em atraso.

Christie Bechara, consultora e gestora em sustentabilidade

Multimídia

Veja vídeo sobre a GNR Fortaleza em: http://bit.ly/2kbl2yy

SAIBA MAIS

O Brasil é o 9º país entre os dez com mais capacidade instalada total de energia eólica no mundo. O ranking foi divulgado no último dia 10 pela Global World Energy Council (GWEC), no “Global Wind Statistics 2016”, documento anual com dados mundiais de energia eólica. Com 10,74 gigawatts (GW), o País ultrapassa a Itália, que está com 9,2 GW;

A organização global sem fins lucrativos CDP divulgou este mês a 3ª edição do programa CDP Supply Chain. Um dos dados do relatório aponta que, em 2016, 60% das empresas brasileiras identificaram riscos relacionados ao clima em sua atuação, mas apenas 19% possuem abordagem para conter os riscos;